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Vinil Review
17 abril 2017

Allan Holdsworth uma guitarra única à serviço do som- Na visão de Mauro Wermelinger

Fato que o músico morre tocando…é uma tarefa ingrata, tour, gravação, viagem, vida em aeroporto, dentro de um busão, carro, parte contratual, desrespeito por parte de alguns…
Um dia o corpo pede paz…Ele diz chega.A partida do Allan Holdsworth aos 70 anos pegou todo o mundo do som de qualidade de surpresa. Fato que aos 70 anos o peso da vida é muito maior e as contas precisam ser pagas.

Me lembro que o nome do Allan começou a ser ventilado por aqui com os grupos Soft Machine e Gong.
Mesmo na época do protagonista(anos 70) poucos conheciam o trabalho do Allan com aquele timbre e fraseado único, figura séria, totalmente” outside” em relação aos demais.
Graças à internet seu nome ficou muito mais em evidência e realmente nesse século XXI pouca coisa se salva.
E hoje aos 56 anos o protagonista afirma: o Som está morrendo aos poucos e a bestialização cada vez mais em voga.


Vai chegar um tempo que nem um mauro wermelinger vai aparecer para divulgar o som de qualidade, com o devido respeito aos demais.
A exemplo do Allan e longe do protagonista se comparar com alguém, ele vem fazendo isso há mais de quatro décadas como uma “memória de um cara que gosta de som: Do Papel a Era da Internet” sem parar… Contudo, até ele anda cansado disso tudo e um dia…
Triste fim para quem curte e respeita som.

Ser apenas um entusiasta do som, não acrescenta quase nada em relação ao comercialismo que aflora, é preciso deixar o lado do colecionador, do especialista… A música, o som vai muito além do gosto disso e não gosto daquilo…Fulano toca mais…beltrano toca menos…o jazz é tudo…rock é melhor…que nada, MPB que é o grande lance…nada disso…prefiro progressivo…blues é mais simples…A música erudita é a mais pura… TUDO ERRADO…A música vai muito além disso: Requer estudo, dedicação, imparcialidade sonora, inventividade e amadurecimento.

ISSO LEVA TEMPO E BOTA TEMPO NISSO. E UM PÚBLICO EDUCADO A OUVIR O QUE ELA TEM DE MELHOR. O perfil espera imensamente que surjam outras pessoas comprometidas de fato com o som. Nessa atual conjuntura de som e música, o perfil olha com desconfiança dos supostos entendedores de som com todo respeito. Até qualquer hora.

 

Escolhi esse vídeo pela concepção melódica,pelo improviso, pela banda que tem John Marshall na bateria e pela fase da Gibson SG,seu timbre já estava pronto.

Mauro Wermelinger


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