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Vinil Review
17 maio 2017

Uma trajetória do Piano

Olá amigos do Vinil Review.
Vou dedicar essa resenha aos amigos pianistas e de forma muito tranquila sem desenvolver muito pois é muito complexo  e que cada gênio desse instrumento merece momentos únicos e extensos para contar a sua fantástica história. Depois com calma escreverei sobre os pianistas que mais admiro.

O piano para mim é algo extraordinário. Uma invenção com as mãos de Deus. O italiano Bartolomeu Cristofori foi agraciado pelo todo poderoso que nos deu um presente fantástico. Por volta de1709, esse italiano da cidade de Pádua criou o Pianoforte. Bartolomeu usou a sua experiência de construtor de cembalos
e desenvolveu o primeiro piano.
Aí começa uma grande história de desenvolvimento desse instrumento que passou a ser conhecido após um artigo do escritor italiano, Scipione Maffei. Bach contribuiu muito no começo, fazendo críticas e sugestões. A princípio não gostou pois as notas altas não atingiam um alcance dinâmico completo e outro construtor, Gottfries Silbermann, por volta de 1747 conseguiu chegar em um resultado muito melhor, satisfazendo o grande gênio que passou até a ser agente na venda
dos pianos de Silbermann.


No final do século XVIII Floresceu a escola vienense de pianos, com Johann Andreas Stein e Anton Walter.
Mozart foi um grande usuário e compôs os seus concertos e sonatas nesse instrumento feito com armações de madeira, e ao contrário de hoje, os martelos eram cobertos por couro.Como o ouvido desses grandes compositores eram exigentes e procuravam sonoridades potentes para expressar as suas obras, o piano começou a mudar, tornando-se muito mais poderoso
e com mais sustain.


A revolução industrial contribuiu muito, pois o material como o aço de alta qualidade passou a fazer parte da construção, gerando mais energia, tensão e volume. Isso por volta de 1890. Beethoven assim como Haydn começaram a usar pianos com mais de cinco oitavas, desenvolvidos pela firma inglesa de Broadwood, que já fabricava os potentes clavicórdios. Já no século 19, por volta de 1820, a tecnologia da inovação transferiu-se para  Paris e a firma Érard passou a se destacar, construindo os pianos usados por Liszt e Chopin.


Sébastian Érard inventou a ação do duplo escapamento, que permitia que uma nota fosse repetida mesmo que a tecla não voltasse à sua posição inicial completamente.
Chopin, para mim é uma das maiores referências como compositor. Conhecia absolutamente tudo da arte de compor ao piano. Transformava os seus estudos em obra de arte com melodias lindíssimas e inspiradas. Um romântico de carteirinha maravilhoso. Liszt era um vulcão tocando com uma energia e performance excepcionais, era muito bonito, com cabelos longos e conquistava as mulheres da corte, Príncipes e Reis.

Bom…essa é uma pequeníssima parte da história do piano, bem resumida. No século vinte o piano atingiu dimensões astronômicas, com grandes concertistas clássicos, eruditos e contemporâneos e principalmente o jazz. Aqui habita o mundo que adoramos e vivemos no dia a dia. Art Tatum, Oscar Peterson, Thelonious Monk, Duke ellington, Bill Evans, Dave Brubeck, Chick Corea, Bud Powell, Keith Jarrett, McCoy Tyner, Countie Basie, Michel Petrucciani, Almad Jamal, Joe Zawinul, Cecil Taylor,
Earl Hines, Erroll Garner, George Shearing, Cedar Walton,ufaaaaa….A lista é gigante!

Mas temos os nossos preferidos sempre e na próxima resenha falarei sobre o grande Mestre Herbie Hancock. Um inovador e harmonicista sem igual. Fico sempre impressionado quando escuto o Herbie. As suas ideias, sempre tocando de forma completamente diferente e buscando sons inovadores e criativos. Um excelente tecladista e pesquisador de novos sons.

Por enquanto é isso. Até lá meus amigos. Muita paz, muito amor em seus corações e sigam com muita luz.

Grande abraço


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