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Vinil Review
25 maio 2017

Reuben Wilson – The Lost Grooves

Esse disco é uma coletânea do selo Blue Note, com músicas inéditas que compreendem o período de 1967 à 1970, é Soul Jazz com pegada Funk.

Após mais de uma década sem o reconhecimento do público, esse estilo foi redescoberto nos anos 80’ por grupos de Rap, destaques para Beast Boys e US3, que samplearam seus Riffs e também a parte rítmica, o que contribuiu para a popularização do estilo e para as lojas tirarem a poeira das bolachas à muito engavetadas e atender um público de jovens garimpeiros.

Reuben Wilson está acompanhado por, Lee Morgan e George Coleman,trompete e sax respectivamente ,o guitarrista é  Grant Green, que foi tocar por outras bandas cedo demais,  na cozinha Idris Muhammad e congas Joe Sircus,então dá para ver que não tem ninguém de brincadeira, exceto o astral da música, que pede comemoração, celebração e é  um bom começo para uma longa jornada noite à dentro.

O detalhe aqui é o Hammond B3, se o Rock and Roll seria inconcebível sem a guitarra, o Hammond deixou sua marca no Jazz, Soul, Gospel, Reggae, Blues, Rock e tudo porque o instrumento, acompanhado das caixas Leslie (que literalmente gira o som 360º), oferece muitas possibilidades de timbres: suaves , nervosos, invocados, calorosos, comoventes, e assim vai….

O cara para tocar o Hammond além de saber música, deve conhecer de engenharia, ter o alcance de um octopus e ter bons amigos para ajudar a transportar esse peso pesado. Quando se fala no Hammond, o que já vem à minha mente é Jimmy Smith, Shirley Scott, Lonnie Smith e Larry Young, mas tem também Deep Purple, Emerson Lake and Palmer, Focus, Allman Brothers...a lista é infindável! Esse assunto daria páginas e páginas de informação, então vou deixar alguns links no final do texto para quem quiser se aprofundar no assunto.

Idris Muhammad (Leo Morris), nasceu de em New Orleans, de  uma mistura de Nigerianos com Franceses, o cara tinha “o ritmo”, o combo  Bateria, Guitarra e Órgão, que suporta  os solos do Sax e Trompete, é nitroglicerina, injeção de adrenalina a la Pulp Fiction.

 

Ouvindo o solo de guitarra de Grant Green fico pensando quantas vezes George Benson também ouviu Grant Green,

 

a influência é clara. Até a Madonna em “Forbidden Love” sampleou “Down Here On The Ground”. O talento dele é natural, no começo do solo do Sax e também do Trompete, a guitarra e o órgão parecem que estão a desafiar um ao outro com pequenas provocações.O solo da guitarra não deixa a peteca cair, mantém o mesmo groove do início da música.

 

 

 

Hoje as edições originais dos Discos de Grant Green custam uma pequena fortuna e as reedições 180 g 45 rpm do selo Blue Note/Music Matters Ltd chegam até a $100 lá fora, coloca mais o frete e a mordida do Leão e a brincadeira vira assunto de gente grande, mas temos  o YouTube  que nos permite fazer um test drive, então minha recomendação são os álbuns( “Matador”, ”Solid” ,”Idle Moments” e  o raro “ Live At The Lighthouse”).

 

http://www.goovideo.net/v=vx3FnzyOZv8

http://www.goovideo.net/v=5CG81_Y8SvY

http://www.cultjazz.com.br/p/a-caixa-leslie.htm

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