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Vinil Review
03 junho 2017

Coltraneanas. Como vejo e sinto John Coltrane.

Coltrane tocava como Charlie Parker, contudo não tocava as melodias do “Bird“, tocava o saxofone como se não fosse um sax. Coltrane iniciou no sax alto, estudou Música em um conservatório e se formou em clarinete, saxofone e composição. Quando ingressou na Marinha no final da Segunda Guerra Mundial, já sentia uma forte atração pelo jazz moderno, o Bebop. Coltrane tocava o tempo todo, antes do concerto no camarim, em casa, parecia que precisava se colocar à prova o tempo todo.

Um busca desenfreada de buscar o som até no Cosmo. Uma mulher foi especial para o seu som, Alice Coltrane, minha nossa que mulher incrível. Além de tudo tocava harpa, cantava e executava bem o piano. Em 1966, a intensidade da música de Coltrane havia aumentado, seu desejo de um estilo mais livre e um som mais intenso originou mudanças radicais em sua banda.

Nesse tempo Alice Coltrane assumiu as 88 notas, Rashied Ali na bateria e o saxofone de Pharoah Sanders que empregava a técnica da respiração circular deu um toque distintivo. apenas o baixista Jimmy Garrison(Pai do Mathew Garrison) permaneceu.  Essa formação foi o alicerce do seu melhor período. Foi quando ele se tornou um músico de vanguarda e perdeu seguidores. Os puristas não gostavam, não aprovavam e não apreciavam. Seu som alcançava o COSMO. Sempre admirei todas as fases do São Coltrane.

 

Purista é como colecionador, especialista e fã não servem para nada.

O protagonista tem uma maneira engraçada de contar toda essa saga dos criadores de som entre os anos 60/70. Ele tem um segredo Ele esteve em todas, viu de perto tudo isso, porque o mesmo nasceu “há dez mil anos atrás” e sempre foi uma “metamorfose Ambulante” e nunca teve uma “velha opinião formada sobre tudo”.

Mauro Wermelinger


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