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Vinil Review
16 novembro 2017

E PENSANDO EM MCLAUGHLIN.

A guitarra jazz e fusionista seguiu sua história e nesse meio tempo, alguns baluartes fincaram seu nome nesse instrumento de madeira, com captadores, ponte e seis cordas em mi(E), Si(B), Sol(G), Ré(D), Lá(A), MI(E)

Cheguei a seguinte conclusão, ele (John Mclaughlin) unifica todos os grupos da guitarra contemporânea.

E tudo que havia antes…A magnitude de sua música não está tanto em algo tão novo.

E sim, na sua grande capacidade do seu talento em dispor e coordenar várias técnicas da execução da guitarra.

Assim como foi conduzido por Charlie Christian, quando apareceu com um violão e um captador plugado em um pequeno amplificador numa orquestra, Wes Montgomery com o seu polegar, que por sua vez teve Hendrix eletrificando tudo…

Joe Pass foi ao sentido antagônico tocando tudo limpo e completo…

Veio a Era dos Fusionistas em ascensão como Larry Coryell, Bill Connors, Al Dimeola cada um com sua proposta e arrebatando no entorno.

Pela seara do jazz-rock-progressivo, somente um nome vem a mente (sem essa da comparação), Allan Holdsworth, complexo ao extremo e poucos sacaram sua onda(o público).

E um a um vem deixando um legado na guitarra e no som.

“O que o mundo não esperava é que o ‘‘Criador” anda precisando de guitarrista no Cosmo.

Convocou John Abercrombie, um fusionista da pesada que um dia pensou em ser Hendrix, depois desistiu e seguiu numa onda Mclaughlinana…Até que ele decidiu ser mais John Abercrombie, segundo ele mesmo numa entrevista para a bíblia do jazz “Down Beat”.

Tocou com todo mundo e encontrou seu canal pelo selo do ECMista Manfred Eicher...

E o resto é história.

Mauro Wermellinger

 

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